O Auditório do prédio sede da Chesf estava lotado. Havia até empregados em pé, que se acotovelavam encostados nas paredes.
Era o último dia do engº Eunápio na Companhia, pois chegara à aposentadoria.
Fora convidado ao auditório, alheio ao real motivo do convite.
Ali entrou, e começaram os aplausos. Não notou de imediato que aqueles aplausos eram todos para ele.
Já sentado, foi quando então percebeu. Ao se dar conta, de imediato se levantou. Passou a ser aplaudido de pé pelos empregados.
As palmas aumentavam em intensidade, harmonizavam-se em ritmo, cresciam em incontido entusiasmo. Alguns até ensaiaram gritos de aprovação, como ao final de grandes óperas. Ao que se seguiu eu chamo de ovação.
Uma grande ovação pela numerosa e heterogênea platéia, e porque não foi curto e sim demorado o tempo que ela durou.
A lembrança dessa homenagem, da qual participei, me veio quando recentemente chegou-me a notícia do falecimento do engº Mauro Amorim, ex-diretor de Engenharia da Chesf.
A lembrança decorreu de considerar o engº Mauro Amorim também merecedor de uma homenagem brilhante.
Ao recordar esses fatos, penso em como terá sido bom e bonito para eles, saber o quanto despertaram admiração, reconhecimento e respeito, da parte daqueles que expressaram esses sentimentos em vida, através de significativas homenagens.
A lembrança dessa homenagem, da qual participei, me veio quando recentemente chegou-me a notícia do falecimento do engº Mauro Amorim, ex-diretor de Engenharia da Chesf.
A lembrança decorreu de considerar o engº Mauro Amorim também merecedor de uma homenagem brilhante.
Também o engº Mauro Amorim, pelo que representou para a Chesf e, em especial, para os que tiveram o privilégio de trabalhar com ele, ficará na história da empresa, lembrado dentre aqueles que encontraram ali o reconhecimento pleno.
Naturalmente que o engº Mauro Amorim também foi homenageado em vida. E, ao lado dele e do Engº Eunápio, o foram tantos outros grandes profissionais da Chesf.
Naturalmente que o engº Mauro Amorim também foi homenageado em vida. E, ao lado dele e do Engº Eunápio, o foram tantos outros grandes profissionais da Chesf.
Ao recordar esses fatos, penso em como terá sido bom e bonito para eles, saber o quanto despertaram admiração, reconhecimento e respeito, da parte daqueles que expressaram esses sentimentos em vida, através de significativas homenagens.
Portanto, aproveito para desejar vida longa e de boa qualidade a todos os companheiros dessa rica jornada e, em especial, lembrar que as homenagens àqueles que as merecem têm significado ainda maior quando prestadas em vida.
No contexto que nos remete à memória do engº Mauro Amorim, e quando mais uma vez ele é por nós homenageado, gostaria de concluir relembrando um episódio de trabalho que aconteceu na subestação de Imperatriz.
Afinal, nossa vida na Chesf, embora marcadas muitas vezes pela complexidade dos problemas a resolver, pela responsabilidade envolvida e não raro por momentos de natural ansiedade e tensão, foi também pontuada por fatos amenos, que resultaram em lembranças bem humoradas.
À época do comissionamento das instalações de 500 kV, algo incomum estava ali para acontecer. Para atender necessidades operacionais do sistema, uma linha de 500 kV da subestação de Presidente Dutra à subestação de Imperatriz, estava prestes a ser energizada em 69 kV.
A subestação fervilhava com a presença do pessoal da área técnica dos mais diversos setores, e até mesmo de empresas de consultoria, como era o caso da antiga Themag.
Nos painéis, a densidade demográfica de engenheiros ultrapassara o que o operador chefe daquela subestação era capaz de suportar, um verdadeiro pandemônio.
Foi quando, tendo alcançado o limite da sua paciência, o Sr operador esbravejou alto para que todos ouvissem:
- Chega! Saiam daqui! Todos para fora! Agora aqui só ficamos eu e esse gordinho, que é o único que está entendo das coisas.
O "gordinho" o operador desconhecia tratar-se do então Diretor de Engenharia, Mauro Amorim.
No contexto que nos remete à memória do engº Mauro Amorim, e quando mais uma vez ele é por nós homenageado, gostaria de concluir relembrando um episódio de trabalho que aconteceu na subestação de Imperatriz.
Afinal, nossa vida na Chesf, embora marcadas muitas vezes pela complexidade dos problemas a resolver, pela responsabilidade envolvida e não raro por momentos de natural ansiedade e tensão, foi também pontuada por fatos amenos, que resultaram em lembranças bem humoradas.
À época do comissionamento das instalações de 500 kV, algo incomum estava ali para acontecer. Para atender necessidades operacionais do sistema, uma linha de 500 kV da subestação de Presidente Dutra à subestação de Imperatriz, estava prestes a ser energizada em 69 kV.
A subestação fervilhava com a presença do pessoal da área técnica dos mais diversos setores, e até mesmo de empresas de consultoria, como era o caso da antiga Themag.
Nos painéis, a densidade demográfica de engenheiros ultrapassara o que o operador chefe daquela subestação era capaz de suportar, um verdadeiro pandemônio.
Foi quando, tendo alcançado o limite da sua paciência, o Sr operador esbravejou alto para que todos ouvissem:
- Chega! Saiam daqui! Todos para fora! Agora aqui só ficamos eu e esse gordinho, que é o único que está entendo das coisas.
O "gordinho" o operador desconhecia tratar-se do então Diretor de Engenharia, Mauro Amorim.





