Zoroastro era um empregado coringa, que aos seus 18 ou 19 anos tinha certas vezes o comportamento de uma criança! Sempre pronto para as novas tarefas, apresentava-se para assumi-las com grande determinação embora nem sempre as cumprisse a contento. Fazia poucos dias que havia recebido o salário, quando procurou a esposa do meu sócio no restaurante onde trabalhava:
- D. Fata, (o nome dela era Fátima) estou precisando que a senhora me arranje aí um dinheiro.
- Como assim, Zoroastro? Ainda não faz três dias que você recebeu seu pagamento!
- Mas é uma urgência, D. Fata!
- Que urgência é essa, Zoroastro? Você é solteiro, tem casa, tem comida...
- É para eu ir ao médico, D. Fata.
- Mas e você está doente, Zoroastro? Que doença é essa que estou lhe vendo aí cheio de saúde!
- Mas estou doente sim, D. Fata.
- O que é que você está sentindo, que nem parece?
- Tô doente é do pêni, D. Fata.

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