quinta-feira, 21 de dezembro de 2023

Bons Companheiros!


Chamou-me atenção o homem sem cachorro que enquanto caminhava no parque, inspirava tédio em seus mínimos movimentos. Tinha a energia de um elétron! Achei admirável que mesmo assim tenha encontrado forças para caminhar!

Não observo ninguém, que trouxe o cachorro, tão deprimido assim! Seriam os cães uma espécie de ansiolítico para os homens?

Penso que enquanto apanham seus cocôs com a mão envolta em plástico, devem experimentar os mesmos efeitos de uma meditação. Por instantes, não há nada nas suas mentes senão o dejeto.

Por outro lado, alguns donos submetem os seus cães, e outros  são submetidos por eles. Basta observar os tirantes esticados e quem arrasta quem. Tudo depende da relação entre os tamanhos e pesos do cachorro e do seu dono.

Mas passeios com caninos têm outras nuances. Aqui e ali, dono e cachorro se submetem às vontades um do outro. Nisso há um exercício de compreensão mútua, aceitação da vontade do outro, paciência... 

Entretanto há certa dissimetria! O homem submete-se ao tempo necessário a que o animal satisfaça suas necessidades fisiológicas. O mesmo não é necessário da parte do cachorro.

Em contrapartida, o homem aproveita a sua companhia canina, para sociabilizar com seus pares que também fazem esse tipo de dupla. 

Parados e tomando o espaço dos sem cachorro que passavam, vi e ouvi dialogarem um homem e uma mulher, enquanto seus cachorros se cheiravam:

- Meu cão é incrível! Dizia a mulher. É simplesmente inacreditável o que ele faz! E olhe que não é treinado! Heim? E o seu?

- O meu é um abestalhado! 

Em geral os cães são mais risonhos e alegres que seus donos. Além do agradável contraste com tal sisudez, os cães ainda emprestam a eles um momentâneo sentido de utilidade ao passearem juntos.

Logo mais, e outra vez em casa, os cães reassumirão a sua finalidade de "só ser". Os donos se entregarão às suas atividades rotineiras, é provável que se sentindo em boa disposição, em parte pelas benesses da caminhada matinal, em parte pelo que lhes foi proporcionado por instantes em muito boa companhia.

segunda-feira, 18 de dezembro de 2023

Caminho de Tristeza Inesperada.


A jornada primeira do Caminho é o trecho Saint-Jean-Pied-De-Port - Roncesvalles. Os peregrinos em geral concordam que subir a pé os Pirineus, e em seguida descer meio que de repente, faz desse percurso o mais desafiador.

Para um bom êxito ao longo do Caminho, não canso de recomendar aos que se dispõem a fazê-lo, dedicar-se com afinco à preparação.

Portanto antes mesmo de por o pé na estrada, o Caminho já se revela metafórico. Não deve ser também assim pelos caminhos da vida?

Foi com os músculos alongados e fortalecidos, com todo o corpo habituado às longas caminhadas a que fora submetido durante um ano inteiro de fase preparatória, que cumpri altivo esse primeiro dia.

Diria, até, que tecnicamente atento a como evitar os contratempos. Praticava o jeito correto de vencer subidas e descidas íngremes, como evitar bolhas nos pés, cuidados alimentares, com a hidratação...

Para ajudar ao longo de todo Caminho, mas sobretudo nas descidas, usava os indispensáveis "sticks"- bastões de caminhada.

As paisagens deslumbrantes compensaram todo o esforço, e um bônus muito especial foi a pausa no alto dos Pirineus, diante da pedra onde no ano 778 d.C., pousaram o corpo de Rolando, primo de Carlos Magno, mortalmente ferido em batalha. 

Ali também estivera o próprio Carlos Magno, que avisado do ocorrido, voltou do lugar próximo onde então se encontrava. 

Carlos Magno, porém, estava a cavalo, e eu a pé!

O local desse lamentável marco histórico não poderia ser mais bem situado. Eu não encontraria, ao longo de todo o Caminho, lugar mais deslumbrante para morrer!

No fim do dia, próximo a Roncesvalles, iniciaríamos a descida, e eu descobriria que, a pé, descer exige maior esforço físico que subir.

Músculos geralmente pouco solicitados são duramente requisitados. Os "sticks" são fundamentais. Tornam-se nas descidas os maiores amigos dos joelhos.

A descrição no plural desses instantes iniciais do Caminho, deve-se à presença de dois valorosos companheiros.

Cearenses moradores de Fortaleza, embarcamos para Madrid em voos que saíram quase na mesma hora do Recife, onde vivo, e da capital do Ceará.

Encontramo-nos em Lisboa, de onde prosseguimos juntos até quando, em Roncesvalles, o amigo Ivo recebeu a triste notícia da morte de sua mãe.

O prestativo Juan, que nos transportara de Pamplona a Saint - Jean em sua van, voltaria à cena, transportando-o de volta a Pamplona e ajudando-o a conseguir voo para o Brasil.

Alcides, o outro companheiro, após mais duas jornadas, abreviaria sua permanência pulando etapas e retornando também prematuramente.

Mas eu concluiria esse resumido relato dos acontecimentos do primeiro dia, expressando  uma muito boa impressão, e diria até que  enorme admiração pessoal, que senti por mim mesmo lá pelo quilômetro 25. 😅

Havíamos descido 2/3 do declive final. Roncesvalles estava quase à vista e ainda bem que àquela época estava escurecendo muito tarde.

É sem pretensão que digo, mas rendido à realidade: até eu já me sentia cansado. Andando um pouco à frente, parei à espera dos demais. Como demorassem, terminei por retornar um pouco, e encontrei Ivo que se sentara. Ao me ver foi logo dizendo: "Daqui ninguém me tira. Daqui não saio nunca mais!"

Alcides, que ainda conseguia não entregar os pontos, foi convenientemente solidário. Olhou para mim e disse: "Prossiga. Quanto a mim, vou fazer companhia a ele."

Aguardei-os em Roncesvalles, desejando que após o merecido descanso também  lá chegassem, apreensivo de que não demorassem a fazê-lo, pois não tardaria escurecer.

Enquanto esperava, acrescentei às excitações até então vividas, e sobretudo por ter nascido  mais de 20 anos antes deles, o sentimento de que pudera me preparar muito bem para o que tivera de enfrentar.

Esse porém era um sentimento que na vida eu já tivera várias vezes.

Senti ali certa animação pelo caminho que apenas começara.

Caminho de Surpresas & Metáforas.

 


Para começar era preciso ir para o ponto de partida.

De lá sairíamos a pé, caminhando os primeiros dos 775 Km.

Ponto inicial, Saint-Jean-Pied-De-Port, pequena cidade ao sul da França. Destino final, Santiago de Compostela, Espanha.

Experimentávamos os últimos momentos, dos próximos 30 dias, no conforto de sermos levados em uma Van que há pouco deixara a cidade de Pamplona, guiada por nosso condutor Juan.

Habituado a transportar caminhantes de todas as partes do mundo que se aventuravam pelo "Chemin Saint Jacques de Compostelle", Juan logo entabulou variadas e sempre muito interessantes conversas.

Já nos aproximávamos de Saint-Jean, quando ele passou a discorrer sobre que estávamos prestes a iniciar uma experiência única, extraordinária, verdadeiramente inesquecível.

Iniciou uma rica e detalhada descrição do trajeto que faríamos, suas belas paisagens, pontos históricos relevantes, comidas típicas, melhores albergues...

Falou sobre a diversidade das pessoas que encontraríamos ao longo da nossa jornada, dizia que não nos surpreendêssemos diante da possibilidade de eventualmente encontrar celebridades!

Pareceu seguir uma ordem cronológica na sua exposição, ao deixar para o fim seus comentários sobre a chegada ao destino final. Falou-nos sobre o misto de alegria e tristeza que adviria por concluirmos tempos tão exitosos, ao finalmente nos depararmos com a majestosa Catedral de Santiago de Compostela.

Por tudo isso, contado com tanto entusiasmo, e sendo Juan espanhol e morador de uma pequena vila entre Pamplona e Saint-Jean-Pied-De-Port, perguntei-lhe:

- Juan, quantas vezes você fez o Caminho de Santiago?

Ele, sorrindo, respondeu:

- Nenhuma.

Nosso Caminho ainda nem começara, e eu já me divertia um bocado!


sábado, 16 de dezembro de 2023

Deixando Ficar.



As viagens que Sylvia e eu fazíamos ao Rio de Janeiro, eram pontuadas pelo reencontro com um carioca singular.

Ivo, padrinho de batismo de Sylvia, expansivo e vibrante, para que suas características de carioca fossem ainda mais marcantes, tinha ascendência italiana.

Assim como Sylvio, pai de Sylvia, Ivo Vinante era filho único de imigrantes europeus. Ivo de pais italianos, Sylvio, de pais portugueses.

Encontraram-se ainda crianças no Rio de Janeiro, e se tornaram amigos-irmãos.

Quando o conheci já havia vivido mais de sete décadas e, há muito viúvo, continuava vivendo.

Vivendo no sentido de quem faz o contraponto aos que seguem apenas  existindo.

Encontros com a turma da peteca na praia de Ipanema, chopes no Bar Do Cesar, à rua Vinicius de Moraes, onde também fica o "Garota de Ipanema", lá Vinicius compôs a famosa música que deu nome ao bar.

Enturmado ele sempre foi, até mesmo com o pessoal que ia comprar pão na mesma padaria de Jacarepaguá, bairro em que passou a morar quando se mudou de Copacabana.

Sempre achei a comunicação fácil uma marca do carioca, à semelhança dos baianos, mas não só deles.

Em outros estados desse imenso país, há habitantes comunicativos como os cariocas. 

Contudo observo os cariocas vocacionados para uma comunicação temperada pelo bom humor. Um bom humor peculiar que espero não desapareça com eventuais mudanças sociais da cidade.

A manifestação desse espírito alegre do carioca Ivo, às vezes extravasava quando , dando vazão ao seu gosto pela ópera, abria o vozeirão e cantava.

Cantava a plenos pulmões da mesa do bar que dividia com amigos. Amigos de infância, e aqueles feitos de última hora,

Aos moradores dos edifícios próximos era negado o direito de não escuta-lo. Assim é que ele contava que um dia foi surpreendido por uma mulher que vindo de um dos prédios, o identificou.

Dirigindo-se a ele, ela assim falou: Eu precisava conhecê-lo, pois "nunca te ví, mas sempre te amei!"

Quando ele conversava, os assuntos fluíam e costumavam mudar de tônica como é comum a mudança de tons em sinfonias de Beethoven.

Certa vez comentou uma impressionante sensação de "déjà vu" que muito o intrigou ao ver pela primeira vez uma reprodução de uma pintura francesa da Belle Époque.

Ao comentar o ocorrido com um amigo, este lhe recomendou visitar um Centro Espírita. Poderia ser coisa de outra vida.

Estimulado por esse amigo, lá foram os dois para escutar de um espírita uma história bem intrigante!

Disse-lhe o médium: "Você tem consigo um espírito que interfere no seu comportamento. Trata-se de alguém com um grande desejo de uma reencarnação precoce."

Não faz muito tempo, e ele, um jovem soldado, lutava em plena primeira guerra mundial.

No esplendor da sua mocidade, era cheio de vida e tinha grandes propósitos futuros, quando súbita e inesperadamente, desencarnou.

Por tão vívidos anseios não realizados é que ele viria a acompanhar Ivo, ajudando-o a realizar seus próprios desejos de vida frustrados.

Terminado esse relato, não hesitei em perguntar-lhe: Você não cogitou de aproveitar a ocasião para que as pessoas do Centro Espírita o afastassem de você?

Ao que o Ivo, entre goles de chope no Bar Do Cesar, e boas risadas, respondeu: "O quê?!!! Deixa ele aí! Não quero mudar coisa nenhuma!"

Foi com esse ânimo, que a todos arredor anima, que fomos uma tarde, os três, visitar Dona Guior.

Cunhada do Ivo, portanto irmã da já falecida madrinha de Sylvia, ela sempre a recebia com muita alegria e carinho quando das suas viagens a trabalho no Rio.

Neste dia nos foi dado, consternados, testemunhar o estado em que lá jazia uma senhora que por longos anos dera seus préstimos à família.

Querida por todos, permanecia cercada de atenções, porém em condições irreversíveis, das quais se diria em "pele e osso".

Ao sairmos, lembro do olhar compassivo do Ivo ao dizer: "pobre dela! Não chegará ao final deste ano!" E o final do ano já se aproximava.

Quis a vida, ou a deusa grega da Fortuna, a quem se atribuía a distribuição entre os humanos dos bons e dos maus augúrios, que antes que acontecesse assim com aquela senhora, fosse ele, Ivo,  a ir ao encontro de Deus!

Recebemos em casa, no Recife, a triste notícia do seu internamento, e não muito tempo depois, a notícia de sua partida.

A lembrança deste fato veio a propósito do que há mais de 2000 anos foi preconizado pelo filósofo Sêneca quando disse: "Ninguém é mais frágil do que alguém."

Porém, vão-se os viventes, mas permanecem nas nossas memórias, nas lembranças dos que os conheceram, os momentos alegres e prazerosos que com eles vivemos.

sábado, 2 de dezembro de 2023

Reflexões de Fim de Ano.

 


"Quando as coisas se assenhoram do espírito as palavras ocorrem".

... e a renovação do que nos assenhora é o que permite a cada momento expressar aquilo que nos vai na alma.

Começam e terminam os dias, e as noites, as semanas e os meses,  também os anos, os séculos e os milênios.

Quando cai a cortina dando por encerrado cada ano, costumo valorizar esse aspecto cíclico que a vida nos impõe.

Divide-se o tempo no antes e no depois. 

Embora não necessariamente, os humanos podem aceitar o convite que a natureza lhes faz ao final de cada ciclo e início do seguinte: convite a um "pit stop".

Nos tempos escolares a mudança de ciclo para mim era simbolizada pela troca de caderno velho por caderno novo. Novinho em folha! Também o livro da série anterior, quando substituído pelo da série "mais adiantada", despertava em mim o sentido de avanço, aceitação de novos desafios, renovação de bons propósitos.

Novos ciclos, novos tempos, como dizia o grande poeta Manoel de Barros:

"O tempo só anda de ida. A gente nasce, cresce, envelhece, morre. Para não morrer é só amarrar o tempo no poste. Eis a ciência da poesia: amarrar o tempo no poste!"

Mas cadê o tempo? Só vejo o poste!

Talvez o tempo não devesse mesmo ser amarrado. Precisamos dele para sermos levados a contemplar as coisas por ângulos diversos, aprimorar certas compreensões, aceitar realidades difíceis, aprendermos a nos inquietar melhor, preferencialmente quase não nos inquietar.

Também não amarrar o tempo, para eu poder aprofundar minha ignorância sobre questões existenciais, o que será sempre tão intrigante quanto prazeroso.

Nem que seja para um dia concluir que precisamos de mais tempo do que teremos, para mesmo assim não compreender quase nada!

Até aqui a minha profunda admiração pela natureza humana, no pior dos sentidos, tornou-se hoje ratificada pelos anos que já tive de atenta observação.

Nunca faltaram as guerras, as mentiras que as justificassem, e as deslealdades outras nos seus mais variados aspectos.

Em meio, contudo, a um mar de incertezas, em que paira o potencial nuclear de um mundo insano, me ocorre o conceito chinês do Yin e Yang. Ao frio se contrapondo o quente, ao claro o escuro, ao errado o correto, e sobretudo o bem se contrapondo ao mal.

Entretanto algumas constatações sobre a nossa realidade me parecem aceitáveis: "Pax in Vita nula sincera."- A paz nessa vida não é possível.

Outras tantas constatações, no campo subjetivo, permanecem um imenso desafio. Afinal como é dito na notável metáfora da vida, de Clarice Lispector: "Ninguém descansa em cadeira de dentista."

Não raro, onde quer que busque conhecimento, lá encontro a ambiguidade, os tons evasivos de quem não sabe o que realmente interessa.

Nos provérbios e citações, as contradições: "Quem espera sempre alcança.", " Quem espera cansa." - "O que não me mata me fortalece.", "O que não me mata me deixa arrasado."...

Quanto aos sistemas filosóficos sobre a mente, dividem-se em dois campos amplamente opostos e portanto contraditórios. Unicidade? Ou dualidade? 

Seria a consciência produzida pelo cérebro, e assim teria a alma uma origem material, destinada a se extinguir com o cérebro que a produziu? Ou serão cérebro e consciência aspectos separados e independentes, fadada então a alma a "viver" mesmo após a morte do cérebro?

Os maiores defensores de cada ideia, não têm a segurança da correção do que defendem, que só uma demonstração matemática lhes daria.

Seguimos assim  morando vizinhos: o crente e o ateu, o espiritualista e o materialista, o democrata e o fascista, o palestino e o judeu...

É pertinente lembrar que em um gesto de honestidade e corajosa sinceridade, o poeta Mário Quintana em versos diz:

"O milagre não é dar a vida ao corpo extinto,

 Ou a luz ao cego, ou eloquência ao mudo...

 Nem mudar a água pura em vinho tinto...

 Milagre é acreditarem nisso tudo!"

Por outro lado, em contraponto, o Papa Francisco nos vem e diz:

"Até mesmo na situação mais difícil da vida, Deus me espera, Deus quer me abraçar, Deus me aguarda."

Para não citar mais quase ninguém, vou parafrasear alguém: Como opinar é livre opinar, é só opinar!

Há uma opinião do sobretudo filósofo e sábio brasileiro, porque mineiro, Rubens Alves, ao discorrer sobre religião. Diz ele desta vez em rasgo filosófico onde transparece grande lucidez:

"Mas e Deus existe? A vida tem sentido? O universo tem uma face? Ao que a alma religiosa só poderia responder: Não sei. Mas eu desejo ardentemente que assim seja. E me lanço inteira. Porque é mais belo o risco ao lado da esperança que a certeza ao lado de um universo frio e sem sentido..."

Recentemente a falta de esperança talvez associada a um estado depressivo, levou o ator francês Alain Delon a dizer: "Se eu morrer não vou sentir falta disso aqui."

Esperança! Até sobre ela não há unanimidade. Basta lembrar o que disse Nietzsche: 

"A esperança é o pior dos males, pois prolonga o tormento do homem."

O que porém teria levado Dante em sua "Divina Comédia" mencionar a inscrição no portão do inferno? Nela lê-se: "Abandone toda esperança aquele que por aqui entrar."

Por tudo isso penso que ao cruzarmos os portões dos novos ciclos, devemos levar conosco a esperança. Enquanto o tempo passa, ou enquanto o tempo fica e nós passamos, que a esperança permaneça conosco como a roupa que vestimos.

Que a sorte - de que se diz ser a ação de Deus quando ele não quer assumir o bem que fez - nos ajude a prosseguir assim vestidos e agasalhados. Abastecidos para prosseguir essa nossa viagem através desse mundo de mistérios.

"... e que ninguém tire de nós a esperança!"