Parafraseando Mário Quintana:
"Nada te devo 2025! Nada. Nem te agradeço!
Começarei com uma confissão:
Quando vejo um touro a pinotar no rodeio, em cima dele um peão que mamulenga, esse é o símbolo que faço das vidas humanas em geral!
Eu completaria o quadro com uma má música sertaneja a soar ao fundo, dessas que desagrade aos ouvidos até mesmo do próprio sertanejo.
Para uns o touro pode até ser menos vigoroso, menos alimentado, e quanto aos mamulengos, mais bem criados e treinados.
Há gradações nos desafios!
Porém, "Atrás de cada porta, um drama." Como dizia eu mesmo.
De um ponto de vista pessoal, achei o ano que passou um ano torpe! Não sentaria com ele para tomar uma cerveja. Até mudaria de calçada para não o reencontrar.
Foi um ano sem empatia para comigo, e para muitas pessoas queridas também. Foi um ano para deixar evidenciado que o luto pertence mesmo à vida.
Ele começou me insultando e aos meus familiares em especial! Prosseguiu com mais ofensas, as previsíveis e as imprevisíveis.
Foram as más notícias de origem externa, abatendo pessoas amigas, e consequentemente a mim, e também as surpresas ruins internas, inesperadas, do tipo "depois de queda, coice".
Foi quando até pensei: desse jeito terminarei infartando!
Pois não é que infartei!!!
Ainda assim, por uma questão de reconhecimento e gratidão, resolvi reconsiderar em relação ao ano de 2025, o que eu disse antes.
Afinal sobrevivi, e sobrevivendo, renasci.
Tomaria com ele sim, honradamente, uma cerveja. Um encontro para uma despedida alegre, porque ele passou e eu fiquei!
Seria a celebração de uma superação a duras penas.
Que bons ventos o levem, 2025, você pode ter sido ótimo para outros, mas não foi sequer condescendente para mim.
Para concluir com o olhar no futuro, desejo que em 2026 seja possível a todos redesenharem a vida em moldes mais felizes, bem diversos dos piores momentos que precisei superar, ou que quase superei até aqui.
Daquele ano velho, malfadado porque psicopata, fica a capacidade que me foi manifestada de suportá-lo buscando o mais alto de mim mesmo.
Talvez daí que eu esteja assistindo ao seu ocaso estranhamente agradecido, ligeiramente alegre, e até mesmo preservando um certo bom humor.
A vida prossegue, e malgrado os trechos do tipo pirambeiras durante este ano percorridos, momentos deliciosos também aconteceram, pois mesmo quando nem tudo são flores, nem tudo são espinhos.
Termino paradoxalmente me desculpando, nem que seja só um pouco, com esse ano velho, por causa das alegrias que insistiram em sobreviver junto comigo, pela grandeza de alguns momentos deliciosos que não foram eclipsados, mas que se interpuseram para dar sentido à vida, e criar novas esperanças.
Que o sentido de urgência que renasceu em mim, ainda que em um parto a fórceps, esteja na vida de todos, por uma valorização cada vez maior de cada instante.
"Não deveríamos precisar do cataclisma para amar a vida hoje. Seria suficiente pensar que somos humanos e que a morte pode acontecer esta noite." Marcel Proust.
A cada um de vocês, meus desejos de um Ano Novo de Paz, Saúde, Alegrias e Felicidade!
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Jucá penso o mesmo. Idêntico-me com todas as emoções que tão bem aqui teceste. Parabéns pela sensibilidade e capacidade desta crônica madura e tão real. Abraços. Tens o lindo dom de (com as escolhas que fazes com as palavras) agasalhar nossos corações. Sinto-me abraçado.
ResponderExcluirO Kleber Mendonça poderá estar perdendo um ótimo roteirista, se é que você já não está fazendo parte da equipe dele há tempo, e nós, um ótimo cronista desses tempos por aqui. Parabéns, Jucá! E aproveitando a oportunidade, te desejo boas festas e um novo ano de saúde e muitos desafios que você vai tirar de letra, com certeza!
ResponderExcluirQue texto massa, Jucá…
ResponderExcluirvou visitar com frequência seu blog …
que venha 2026
...como você subiu alto e entrou profundamente em você mesmo amigo Jucá .
ResponderExcluirE subindo, tocou o eterno
E entrando em Si mesmo, tocou o Ser eterno que em você habita...
A vida segue seu rumo apenas,
Um gande abraço..