Olá amigos, hoje, dia 14 de março de 2018, depois de 36 dias de internamento, dos quais 22 passados entre UTI e semi-UTI, Ronaldo teve alta e finalmente voltará para casa.
Voltará melhor do que durante os meses que antecederam o seu internamento, devido a uma insuficiência respiratória.
De paciente invadido, invadido por sondas, cateteres, e até traqueóstomo, ele volta à condição de invasor. Invasor, às vezes, da nossa paciência!
Voltará o “Barata” de sempre, cujo retorno à vida em muito se deve à sua extraordinária vitalidade, e desinteresse por essa história de ir para o céu.
Agora ele poderá ser visitado em seu próprio endereço. Será melhor, porque na UTI não servem vinho, e ainda que servissem, por uma questão de austeridade, desconfio que faltariam os queijos.
Durante mais de um mês portanto, fizeram-se momentos de exceção, durante os quais sofremos juntos, precisando todos os dias usar o estacionamento caro e de espaços estreitos do Real Hospital Português (RHP).
Claro! E como se não bastasse, também tínhamos de enfrentar as incertezas vividas quanto à recuperação de Ronaldo. 
De tudo isso estamos agora libertos e agradecidos a cada um de vocês que o visitaram e estiveram conosco nas terríveis ante-salas povoadas de TV’s ligadas na Globo, o que só aumentou ainda mais o nosso sofrimento. 
Vocês sabiam que até na UTI, à frente de cada leito há um imenso televisor sintonizado na Globo? Isso aumentou a nossa preocupação e a vontade que sentimos de que Ronaldo pudesse sair de lá o quanto antes.
Como se não bastassem aqueles onipresentes e inevitáveis plin-plins, ali também pairava a ameaça de contrair uma infecção.
Talvez essas TV’s lá penduradas sejam para que possam partir felizes aqueles que ao fazê-lo, tenham a consciência do infortúnio do qual se livraram.
Concluindo porém, eu diria que em torno dessa circunstância, e em meio a tais vicissitudes, pude rever muitas pessoas às quais de outra forma não teria revisto.
Gostei imensamente de tê-las reencontrado, e dos contatos suscitados à distância, através da Net, que me revelaram um mundo de solidariedade por parte daqueles que a vida nos aproximou, e cujo convívio embora pouco frequente, estão mais próximos do que poderíamos imaginar.
Durante todo o período de permanência no RHP, Ronaldo teve a dedicada e competente assistência de uma formidável equipe de médicos e paramédicos. Entre eles o médico pneumologista que o acompanhou na UTI Dr Isaac Vieira Secundo.
Em certo momento de decisão corajosa, contamos com a atuação do Dr Mário Rêgo Teles Correia, que como nós também nasceu na cidade do Crato, sul do Ceará. Ele realizou a primeira tentativa de extubação, com a promessa de caso Ronaldo conseguisse segurar a barra, mandaria preparar-lhe em comemoração, um lauto baião de dois com pequi.
Durante o período final do internamento, contamos ainda com o Dr Emanuel Cavalcanti Campello Neto, que retirou-lhe o traqueóstomo para que voltasse para casa livre dele. Com isso ele nos proporcionou uma inesperada alegria, por ter antecipado algo que não esperávamos acontecer assim tão cedo.
Contamos ainda com o gentilíssimo Dr André Ferro, médico por vocação, que saberíamos depois tratar-se do filho do nosso ex-colega de trabalho Fernando Ferro, entre outros, como: Dr Itamar Santos, Dr André Lima, Dr Francisco Peroá, Dr André Oliveira...
A todos eles os nossos agradecimentos, assim como a cada um de vocês nossos amigos.
Em especial agradecemos à Dra Márcia Azevedo, pela sua presença amiga constante, elo perfeito entre a equipe médica do hospital e nós outros.
Por várias vezes fomos esclarecidos e tranquilizados por suas falas esclarecedoras sobre cada etapa desse processo, o qual “de pitadinha em pitadinha”, terminou tão bem sucedido, como ela sempre preconizava.
E ficaria incompleto esse pequeno relato se eu não mencionasse Vera, minha cunhada, esposa de Ronaldo.
Presença ao lado dele em todos os momentos, do internamento ao dia da alta, 36 dias sem “arredar o pé”. Vinte e dois desses dias, o acompanhou integralmente na UTI. Exemplo extraordinário de que há coisas que só se consegue fazer por amor, e testemunho também do quanto as coisas mais importantes da vida não são coisas.
Um grande abraço à todos, e que momentos como este pelos quais passamos, nos sejam raros ou inexistentes.
Muitíssimo obrigado, pela demonstração de amizade de cada um de vocês.
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